quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Vitamina B12


Esta semana peguei os resultados de alguns exames que fiz, tudo dentro da normalidade mas um deles me chamou a atenção..

O resultado do exame de vitamina B12 foi muito baixo(normal de acordo com o padrão do laboratório, porém não para o funcional).

Na hora veio a pergunta: Como assim vitamina B12 de vegetariano restrito em uma pessoa carnívora assumida????

E comecei a analisar os possíveis motivos...

Como não tomo nenhum medicamento (principalmente antiácidos) descartei esta causa, também não tenho problemas gástricos (como gastrite, úlceras).. então por incrível que pareça era por falta de alimentos de origem animal.

Lembrei que há 1 ano e meio atrás, eu tive um problema na digestão de proteínas da carne e isso me causou um certo enjoo. Apartir dai já diminui muito o consumo...

Outro motivo é que nos últimos tempos tenho almoçado muito em restaurantes e como eu só aceito carne muito bem passada, costumo evitar.

Após descobrir a causa comecei a analisar os sinais e sintomas..

Apatia, insônia, irritabilidade, formigamento nas extremidades.

De acordo com meu hemograma não estou com anemia, porém vale alertar que a deficiência de vitamina B12 leva a anemia perniciosa ou megaloblástica.

Resolvi relatar no blog o meu caso para alertar os indivíduos com baixo consumo de alimentos de origem animal (mesmo não sendo vegetarianos). O exame de vitamina b12 sanguínea é acessível e vale a pena verificar no seu próximo exame de rotina.

As fontes de vitamina B12 são: Carnes (principalmente vermelha), leites e ovos.

Vegetarianos e pacientes com problemas gástricos ou que passaram por gastrectomia devem ter acompanhamento nutricional, onde será prescrito uma suplementação adequada.

A ingestão recomendada de vitamina B12 é de 2,4mcg por dia.

Ps: Além dos sinais e sintomas que apresentei também estão relacionados com a deficiência desta vitamina: Depressão, tonturas/vertigem, obstipação, fadiga, diminuição da memória e homocisteína aumentada.





sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Feijão com linhaça e sal de ervas


Ingredientes

•100g de feijão carioquinha*
•10g de cebola
•20g de tomate
•20g de abóbora
•2g de coentro
•2g de cebolinha
•10ml de óleo ou azeite – de preferência, extra-virgem, que é mais saudável e estável ao calor
•750ml de água
•1g de alho
•2 colheres (sobremesa) de farinha de linhaça
•2 colheres (chá) de sal de ervas
Dica: Se possível, priorize alimentos orgânicos.

Modo de Fazer

1.Primeiro, selecionar o feijão (de preferência, orgânico, que minimiza substâncias tóxicas comuns, infelizmente, em boa parte dos alimentos de origem vegetal) e adicionar quatro partes de água.
2.Cozinhar de dois a três minutos sob pressão.
3.Deixar em repouso na mesma água por uma hora (caso o indivíduo sofra de “gases”, sugere-se a eliminação da água e acréscimo de outra – mesmo que alguns nutrientes sejam perdidos, pois os mesmos podem ser compensados com o acréscimo de legumes na preparação, como a abóbora, bem comum no preparo regional do Nordeste, ou outros legumes, como cenoura ou chuchu).
4.Refogar com os temperos (tempero brasileiro: tomate, cebola, alho, coentro ou salsa e cebolinha).
5.O tempero é a gosto e pode ser feito como de costume.
6.Aconselha-se que, se for congelar parte do feijão, usar o mínimo de tomate (ou mesmo não utilizá-lo), pois, por ser ácido, esse fruto pode levar à mudança de características sensoriais se o congelamento não for feito de maneira correta – o alimento pode ficar mais ácido.
7.Acrescentar farinha de linhaça (previamente processada em liquidificador ou processador; o excesso pode ser armazenado sob refrigeração) e o sal de ervas (mistura previamente feita com partes iguais de: alecrim, manjericão, orégano – desidratados – e sal).
8.Finalmente, juntar o refogado ao feijão.
9.Voltar a cozinhar sob pressão por mais 30 minutos (o tempo varia de acordo com o tipo do feijão).
10.Está pronto para degustar! Em quantidades maiores, pode ser dividido em porções e congelado, sem perdas significativas de suas propriedades.

*Esta receita também pode ser feita com grão-de-bico ou soja. É interessante variar, especialmente para que o cardápio não fique monótono para as crianças.

Receita desenvolvida pela nutricionista Ana Vládia Moreira da UFRN
Fonte: http://globoreporter.globo.com/Globoreporter/0,19125,VGC0-2703-17982-3,00.html

Obs: Coloquei a receita original da Ana Vládia, está com a quantidade de sal direcionada para hipertensos (lógico que na verdade é o que todos deveriam ingerir..rss, nosso paladar está muito mal acostumado com o sal). Você poderá fazer as adaptações que achar necessária.

Ahhh Ana Vládia mora no nordeste, por isso o feijão é incrementado com Abóbora e coentro..rss

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Sal de Ervas


Receita do Sal de ervas:


Ingredientes:

-1 xic(café) de sal refinado

-1xic(café) de alecrim

-1 xic(café) de manjericão

-1 xic(café) de orégano


Misturar todos os ingredientes e guardar em recipiente fechado na geladeira.


Obs: Escolha as ervas de sua preferência.


O sal de ervas é uma ótima opção para hipertensos, pois realça o sabor da refeição com uma quantidade menor de sal refinado.


Ervas e Especiarias!!!


No outro post sobre ervas aromáticas eu falei sobre sabores, aromas e combinações. Hoje irei falar sobre a parte funcional dessas ervas e especiarias.

Gosto muito de fitoterapia e evito ao máximo medicamentos alopáticos. Estas ervas e especiarias utilizadas em chás e na própria alimentação atuam diretamente em algumas disfunções orgânicas.


Alguns exemplos com suas funcionalidades:

-Alecrim: Diurética, destoxificante, anti-inflamatória, antifúngica e espasmolítica sobre vesícula biliar e o intestino;

-Alfavaca: Diurética, digestiva e calmante;

-Alho: Antioxidante, imunoestimulante, antibiótica, hipotensora, hipocolesterolemiante, hipoglicemiante e anticarcinogênica;

-Canela: Destoxificante, analgésica, antifúngica e hipoglicemiante;

-Cebola: Antioxidante, hipotensora, hipocolesterolemiante e hepatoprotetora;

-Coentro: Digestiva, anti-inflamatória, antiaterogênica, sedativa e espasmolítica sobre a vesícula biliar e o intestino;

-Coentro(sementes): Digestivas, hipocolesterolemiante, hipoglicêmica, anti-inflamatória;

-Cominho: Antioxidante, antiflatulência e antibacteriana;

-Cravo da índia: Antimicrobiana, antioxidante, anti-inflamatória;

-Cúrcuma: Antibacteriana, antialérgica, antioxidante, anti-inflamatória, imunoestimulante e hipoglicemiante;

-Endro: Antibacteriana, antioxidante, anticarcinogênica;

-Erva doce: Digestiva, espasmolítica, expectorante;

-Gengibre: Digestiva, destoxificante, antioxidante, anti-inflamatória, antialérgica, expectorante, hormonal;

-Hortelã: Laxativa, digestiva, antiflatulência, hepatoprotetora, calmante, antimicrobiana e antioxidante;

-Louro: Digestiva e antiflatulência;

-Manjericão: Antioxidante e destoxificante;

-Orégano: Antifúngica, antioxidante, antiaterogênica, e antimicrobiana;

-Pimenta vermelha: Anti-inflamatória, hipocolesterolemiante, anticarcinogênica, e termogênica;

-Salsa: Antioxidante, diurética e hipotensora;

-Sálvia: Antiflatulência, anti-inflamatória, antimicrobiana;

-Tomilho: Antifúngica, anti-inflamatória e antiflatulência.


Dicas e observações:
-Algumas ervas e especiarias são abortivas, o uso da rande maioria é proibido para grávidas. Perguntar ao médico ou nutricionista antes de ingerí-las.

-Comprar estes condimentos em lojas especializadas.

-Uma boa utilização para hipertensos: Sal com ervas!!! Diminuindo a quantidade utilizada de sal e aumentando o sabor dos alimentos.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Batata Yacon


Esta batata cultivada pelos japoneses tem origem na região dos Andes e está fazendo sucesso entre os pacientes diabéticos.

Suculenta e com o sabor adocicado parecido com o da pêra, ela é consumida crua como uma fruta normal ou em saladas.

Dentre suas inúmeras propriedades destaca-se sua capacidade de auxiliar no controle da glicemia. Uma das possíveis explicações é que a batata Yacon armazena suas reservas na forma de frutooligassacarídeos (FOS e Inulina) e não na forma de amido.

A inulina apresenta um valor calórico menor que os outros carboidratos, pois grande parte dela não é digerida e sim fermentada como uma fibra solúvel.

Um estudo realizado por MAYTA et al. (2004), mostrou que a raiz fresca da Yacon diminuiu em 79,8% a resposta glicêmica em indivíduos saudáveis, evitando o pico da glicose pós prandial. Isso é interessante não só para os diabéticos, mas também para pacientes obesos com resistência a insulina.

Outro benefício dos frutooligossacarídeos presentes na Yacon é a proliferação de bactérias benéficas ao organismo, regularizando assim as funções intestinais e a microbiota.

O valor energético é considerado baixo, devido ao alto conteúdo de água, em torno de 83 a 90% do peso fresco.






500% de aumento no número de crianças com alergia alimentar!




"Internações hospitalares por alergias alimentares em crianças aumentaram 500% nos últimos 20 anos, mas os médicos não entendem o que está impulsionando o crescimento. A informação foi publicada no site do jornal britânico "The Independent" nesta terça-feira.

As reações aos alimentos podem ser graves, afetando a pele, os pulmões ou o intestino, e são reconhecidas como um problema pediátrico grande no Reino Unido e em outros países ocidentais. Em geral, entre 6% e 8% das crianças com menos de três anos são afetadas por alergias alimentares, um aumento acentuado desde 1990.

Especialistas dizem que mesmo estes números subestimam a incidência real da doença. Para melhorar o diagnóstico e o tratamento, o Instituto Nacional de Saúde e Excelência Clínica (Nice, na sigla em inglês) publicou um projeto de orientações que precisa de mais testes, mas alerta para os perigos de testes vendidos pelos praticantes de medicina alternativa.

Adam Fox, consultor alergista pediatra no Hospital St Thomas, em Londres, e membro do painel de Nice, disse que havia diversas teorias sobre o surgimento das alergias, mas elas ainda não funcionam na prática.

Entre as teorias, estavam casas que eram limpas com frequência, impedindo a exposição do sistema imunológico das crianças a insetos; falta de vitamina D; dietas mais pobres; aumento do uso de paracetamol; e atraso na introdução de alimentos sólidos.

"Todas essas teorias têm limitações - elas têm buracos. Existem provavelmente várias razões para o aumento da alergia - nenhuma teoria pode explicar tudo", disse Fox.

A alergia a alimentos aparece de duas formas. Existe a reação imediata, quando a resposta ao comer um amendoim deixa a respiração ofegante, por exemplo. Testes cutâneos e exames de sangue são a maneira padrão para descobrir o alimento causador.

Há também a reação retardada, quando o eczema de uma criança é agravado pelo consumo de leite de vaca. Uma dieta de exclusão, na qual o alimento suspeito é retirado por quatro a seis semanas e depois reintroduzido para ver se a reação é repetida, é o teste padrão, apesar de demorado."

Se hoje em dia já é tão comum alergia alimentar em adultos, imaginem em crianças que sempre foi! rss..
Por isso o aleitamento materno exclusivo até os 6 meses e a introdução dos alimentos corretos( evitando alimentos com alto poder alérgeno)é de grande importância para os pequeninos!

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/780792-em-20-anos-numero-de-criancas-com-alergias-alimentares-aumenta-500.shtml

segunda-feira, 9 de agosto de 2010